segunda-feira, 12 de abril de 2010

"No Trilho do Lobo"

Sob a orientação e comando do nosso sempre afável e profissional biólogo Pedro Moreira, lá se iniciou a nossa contenda por terras da Serra do Alvão em busca do furtivo Lobo. Com um grupo alegre e um dia perfeito para a execução deste tipo de actividades, acabamos por encontrar o já nosso conhecido pastor da aldeia de Arnal (ver A Vida no Alvão), o qual nos acompanhou durante parte do percurso, partilhando connosco os seus inevitáveis encontros com Lobos, Javalis e outras espécies que habitam esta bonita serra. Erro Crasso em não questionar o seu nome, mas à terceira oportunidade, que certamente ocorrerá, não iremos falhar.
Os indícios de presença de Lobo (assim como de Raposa, Fuinha, Texugo, entre outros) foram abundantes, principalmente excrementos prontamente “dissecados” pelo nosso especialista. Ainda tivemos a oportunidade de observar várias espécies de aves, de onde se destacam as Cotovias, as Gralhas e algumas aves de rapina.
No final da actividade, e como é apanágio das actividades do Nicho Verde, a degustação das delícias gastronómicas da região foi obrigatória, com uma visita à Cabana onde as alheiras e as mouras foram o prato forte.
Para a história fica a certeza de um dia bem passado num Alvão de paisagens únicas (como podem confirmar pelas fotos) e a promessa de voltar assim que a vida nos permitir.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A Vida no Alvão

Era este reconhecimento no Alvão mais um entre muitos, quando encontro um pastor com dois pequenos cabritos no colo. Como é evidente, a questão sobre tal situação surgiu…com um sempre gentil sotaque transmontano e depois de me oferecer um deles (oferta que tive de recusar depois de pensar duas ou três vezes), foi-me informado que tinham nascido há pouco mais de duas horas e, como tal, ainda não tinham capacidades para se deslocar sozinhos. Após as festas da praxe nos pequenos seres, ambos seguimos os nossos caminhos e a ideia de simpatia, felicidade e orgulho em Portugal perdurou até ao momento em que me sentei para escrever este pequeno texto. Sinceramente, é mais uma daquelas situações de “colecção”. É bom viver em Portugal…