Locais

SERRA D'ARGA
Localizada numa região que se divide por quatro concelhos (Viana do Castelo, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira e Caminha), a Serra D’Arga situa-se entre os rios Lima e Minho, proporcionado vistas deslumbrantes sobre a vila de Caminha e povoações espanholas da Galiza.
Repleta de património natural, como quedas de água, piscinas naturais, terrenos férteis, fazem desta serra do Alto Minho uma das zonas mais harmoniosas do distrito.
É frequente encontrar rebanhos de cabras e ovelhas, onde ainda persiste a presença de animais selvagens como coelhos, javalis, raposas, perdizes e o quase em extinção lobo.
Pinheiros mansos e bravos, carvalhos, castanheiros e cedros são algumas das espécies botânicas presentes na região.
Situada no sistema montanhoso Peneda-Gerês, é de origem granítica.
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SERRA DO GERÊS
Com 72.000 hectares, repartidos pelos concelhos de Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Montalegre, o Parque Nacional Peneda Gerês engloba as serras do Gerês, Amarela, Peneda e Soajo e os planaltos da Mourela e de Castro Laboreiro. A área do Parque é atravessada por muitas linhas de água, onde se destacam os rios Cávado, Homem e Lima.
A fauna mais comum é o javali, o veado, o texugo e a lontra, subsistindo, ainda que em menor quantidade, a águia-real, o lobo e o garrano.
A presença mais notada na flora é o carvalho, secundado pelo pinheiro, azevinho, azereiro, medronheiro e o vidoeiro. O lírio-do-gerês, o feto-do-gerês e o hipericão-do-gerês são espécies vegetais apenas encontradas nesta zona de Portugal.
O Parque faz parte do Maciço Hespérico. O granito é a sua constituição primordial, apresentando também algumas faixas de xisto.
As necrópoles megalíticas do planalto de Castro Laboreiro preenchem o espólio arquitectónico do Parque, assim como a famosa Geira (estrada Romana que ligava Braccara Augusta a Astorga).

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SERRA DE VALONGO
A Serra de Valongo é uma elevação de Portugal Continental situada no Douro Litoral, no concelho de Valongo, com o rio Teixeira como principal interveniente.
É uma zona que suscita o interesse dos amantes da botânica devido a sua diversidade, onde se destacam os fetos e as plantas carnívoras como o pinheiro-baboso, uma espécie ameaçada. Está igualmente presente o lagarto-de-água, o tritão-de-ventre-laranja, a rã-ibérica, o guarda-rios, a cotovia-pequena e aves de presa como a águia-de-asa-redona e o peneireiro.
Destaca-se a existência do Parque Paleozóico de Valongo (PPV), cuja formação visa preservar as jazidas fossilíferas de Valongo, em particular as trilobites.

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RIBEIRA DE PENA
Ribeira de Pena situa-se na região norte de Portugal e sub-região do Tâmega e pertence ao distrito de Vila Real. É limitado a norte pelo concelho de Boticas, a sul por Vila Real e Mondim de Basto, a oeste por Cabeceiras de Basto e a este por Vila Pouca de Aguiar.
Podemos aqui encontrar vestígios civilizacionais diferenciados como as gravuras rupestres de Lamelas, sepulturas e pontes medievais e indícios de Cultura Castreja e Romana. Realçam-se ainda, no panorama Ribeirapenense, as grandes casas rurais e solares brasonados pertencentes à fidalguia que um dia se instalou nesta região. Destaque ainda para a presença de Camilo Castelo Branco, onde casou, deixando obras com conteúdos relacionados com Ribeira de Pena como “Maria Moisés” e “Noites de Lamego”.
Detém uma fauna diversa como javalis, lebres, aves de rapina e, nos cumes das maiores elevações, o lobo ibérico.
As suas principais linhas de água são o rio Tâmega, Beça e Poio.

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SERRA DO ALVÃO
Separando o Minho de Trás-os-Montes, a Serra do Alvão abrange os concelhos de Vila Real e de Mondim de Basto, localizando-se aqui o Parque Natural do Alvão. Das muitas linhas de água, destaca-se o rio Olo.
Na sua paisagem predominam os matos baixos a par de zonas de floresta constituídas por pinheiros, carvalhos, sobreiros, bem como áreas de cultivo (milho, centeio e batata). Nas zonas mais elevadas existem plantas raras como a Rorela, uma espécie carnívora presente nos terrenos encharcados e margens dos cursos de água.
É habitat do lobo, águia-real, gato bravo, toupeira-de-água e falcão peregrino.
Com paisagens de perder o fôlego pela riqueza das suas zonas, impera o granito e o xisto, pedras que foram utilizadas na construção de casas, palheiros, moinhos, azenhas, capelas e muitas outras edificações.
Imprescindível a visita às piscinas naturais do rio Olo, Cascata de Agarez, Fisgas de Ermelo e aldeia de Ermelo.

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SERRA DO MARÃO
Abrangendo vários concelhos como Vila Real, Mondim de Basto, Alijó e Sabrosa, a Serra do Marão é a sexta maior elevação de Portugal Continental com 1415 metros. No ponto mais alto encontra-se o vértice geodésico e o Observatório Astronómico do Marão. Faz a separação entre o Douro Litoral e Trás-os-Montes, incutindo ao clima do interior transmontano um carácter mais continental.
Geologicamente é composta por manchas xistosas e graníticas, existindo na zona da localidade de Campanhó uma pequena bolsa calcária, que é explorada para fins agrícola.
Primordialmente constituída por Pinheiros, a vinha é a sua cultura mais dominante, especialmente nas suas encostas meridionais.
É habitat do lobo e de várias espécies de aves de rapina.

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DOURO
O Douro é uma sub-região estatística portuguesa, distribuída por concelhos pertencentes ao Distrito de Bragança, Vila Real, Viseu e Guarda. É delimitada a norte pelo Alto Trás-os-Montes, a leste por Espanha, a sul pela Beira Interior Norte e o Dão-Lafões, e a oeste pelo Tâmega.
Solares, casas de quinta e imensas vinhas e socalcos que tão boas referencias e reconhecimento têm dado a Portugal, determinam de forma permanente uma paisagem única no País. Castelos como o de Numão, Marialva, Penedono e o Palácio de Mateus evocam a importância estratégica que o Douro sempre adoptou na narrativa portuguesa.
Nos arvoredos de zimbros, estevas, carvalhos, sobreiros, pinheiros e outras variedades, podem ainda encontrar-se espécies cinegéticas como o corso, o javali, o coelho, a lebre, o lobo e a raposa. Junto ao rio Douro, podem ver-se abutres, grifos, águias, pombos bravos, andorinhas e nas encostas do mesmo, a perdiz, a rola, o estorninho, o melro e o papa figo.

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SERRA DE PASSOS
Situada no concelho de Mirandela, a Serra de Passos constitui o elemento mais imponente da paisagem, privilegiando as vistas sobre o planalto Mirandês.
Nesta serra foram descobertos vários vestígios da presença humana no chamado Buraco da Pala, um abrigo Pré-Histórico, onde podem ser observados fragmentos de cerâmica com sementes de fava, bolota, cevada e trigo.
Terra de diversas espécies animais como a raposa, lobo, javali e o coelho, a Serra de Passos detém uma flora muito rica e variada, partilhando alguns géneros característicos do Nordeste Transmontano com os de Trás-os-Montes e de outros pontos de Portugal, como o Amieiro, o Choupo, o Castanheiro e a Cerejeira.

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SERRA DE MONTESINHO
Com 1486 metros de altitude, a Serra de Montesinho situa-se no Alto Trás-os-Montes, nos concelhos de Bragança e Vinhais.
Dá o nome ao Parque, que é um dos maiores parques naturais do País. Os rios mais importantes são, na parte ocidental, o Mente e o Rabaçal, na parte central, o Tuela e Baceiro e, na parte oriental, o Sabor e o Maçãs.
Geologicamente, o xisto é predominante, embora existam afloramentos de rochas básicas e calcárias, nomeadamente em Cova de Lua e Dine, e manchas graníticas na parte superior da Serra de Montesinho e nos Pinheiros.
A fauna e flora presentes nesta serra são consideradas como das mais importantes da Europa. Aqui marcam presença o lobo ibérico, a águia-real, a cegonha-negra e a toupeira-de-água, entre muitas outras de espécies de vertebrados. É muita a diversidade botânica, contribuindo em muito os bosques autóctones (carvalhais, sardoais) e plantas raras como violeta-hirta, a Arabis glabra e a Corydalis cava ssp. Cava.

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SERRA DE MONTEMURO
Localizada no sector ocidental do Norte da Beira, a Serra de Montemuro é limitada a norte pelo Rio Douro, que estabelece a fronteira com a Serra do Marão, e a sul e sudoeste pelo Rio Paiva, separando-a do Maciço da Gralheira. Distribui-se pelos concelhos de Resende, Lamego, Castro Daire e Cinfães. Aqui nascem os rios Balsemão, Cabrum, Bestança e o Ribeiro de Corvo.
É um local muito importante para a conservação de algumas espécies como o lobo, a lontra ou a toupeira-de-água.
Na flora predomina o carvalho-negral, o carvalho-alvarinho e por vezes o castanheiro. Muito característicos desta serra são os “prados-de-lima” (lameiros de montanha), formações com uma importância elevada, pois são o recurso primordial para alimentação do gado.
Os elementos geomorfológicos da Serra de Montemuro, como os alvéolos graníticos, os vales de fractura, as “pias” e as “pedras bolideiras” destacam-se pela sua espectacularidade, tornando-a única.

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SERRA DA FREITA
Fazendo parte do Maciço da Gralheira, entre os concelhos de Arouca (sudeste) e Vale de Cambra (nordeste), a Serra da Freita é um local de grandes relevos, com uma enorme rede hidrográfica constituída por imensos rios e ribeiros que se dirigem para o rio Vouga, como são caso os rios Caima e Teixeira.
Predomina a urze e a carqueja, e nas zonas de encosta, pinheiros, carvalhos, medronheiros e azevinho. Acolhe a presença do lobo ibérico, do javali, da águia-de-asa-redonda, do gato-bravo e de outras várias espécies.
Constituída por enormes blocos graníticos, é inevitável a visita à Frecha da Mizarela, uma queda de água com 60 metros, e a passagem por Castanheira, local onde se encontram as Pedras Parideiras, fenómeno que consiste na formação de novas pedras a partir da pedra-mãe de granito.

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SERRA DO SICÓ
Situado a norte das Serras de Aire e Candeeiros, a Serra do Sicó abrange os concelhos de Condeixa-a-Nova, Alvaiázere, Ansião, Soure e Penela.
É formada por duas grandes zonas, o lado oriental, onde se situa o ponto mais alto do Maciço (Serra de Alvaiázere com 618 metros), constituído por colinas dolomíticas, onde se destaca a depressão do Rabaçal, e o lado ocidental, onde imperam serras e planaltos calcários.
Habitada pela águia-cobreira, a Serra do Sicó surpreende também pela sua flora, destacando-se a Mata da Bufarda, as manchas de Carvalhal e o Milagre das Orquídeas.
É aqui que se situa o sistema Espeleológico Várzea-Dueça, com a sua extensa rede subterrânea de grutas, bem como os canhões de Poios, de Vale Buracas e de Rio de Mouros.

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:: OUTROS LOCAIS ::
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AÇORES
Os Açores, oficialmente designados por Região Autónoma dos Açores, são um arquipélago transcontinental e um território autónomo da República Portuguesa, situado no Atlântico nordeste. O arquipélago dos Açores é constituído por nove ilhas principais divididas em três grupos distintos: Grupo Ocidental (Corvo, Flores), Grupo Central (Faial, Graciosa, Pico, São Jorge e Terceira) e Grupo Oriental (Santa Maria e São Miguel). Com a sua magnificência verdejante entre lagoas e lagos, crateras de vulcões extintos e uma beleza natural única, os Açores são um paraíso para quem enaltece a natureza devido a uma fauna e flora rica e exuberante, onde se podem realizar actividades desportivas de natureza como caminhadas, passeios de BTT, canyoning e mergulho, tornando-se uma visita obrigatória.
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EL LLANO (QUIRÓS)
Situado num lugar privilegiado nas Astúrias (Espanha), no vale de Quirós, o refúgio El Llano é um ponto de partida ideal para os amantes da escalada, pois com um pequeno percurso pedestre de 15 minutos, podemos encontrar a Serra de Caranga, equipada com quase 20 sectores e com cerca de 300 vias. A esta mais valia associa-se a possibilidade de poder efectuar passeios a cavalo, caminhadas, canoagem e percorrer a rota “Senda del Oso”, um caminho pedonal e cicloturistico que nos leva por caminhos de rara beleza e nos permite conhecer um pouco mais sobre o tão nobre e imponente urso europeu. Recomenda-se.
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GREDOS
Gredos é uma cordilheira no centro da Península Ibérica, localizada aproximadamente entre Ávila, Cáceres, Madrid e Toledo, cujo ponto mais elevado é o Pico Almanzor (2.592m). Caracterizada por excepcionais paisagens de alta montanha, formando um sistema de blocos graníticos, fracturados e esculpidos pelos glaciares quaternários, Gredos é um óptimo destino para quem pretenda iniciar-se nas técnicas básicas de alpinismo.
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MADEIRA
A Madeira, oficialmente designada por Região Autónoma da Madeira, é um arquipélago português de origem vulcânica situado no Oceano Atlântico, formado pela Ilha da Madeira, Ilha de Porto Santo, Ilhas Selvagens e Ilhas Desertas. Conhecida como o “Jardim do Atlântico”, a Madeira é uma região com uma rara beleza natural com jardins tropicais, montanhas cobertas de verde, vales e penhascos profundos com o imenso mar azul como agradável cenário de fundo. Com uma flora superabundante e viçosa, onde se destaca a Laurissilva (única no mundo), a Madeira é propícia à realização de actividades desportivas de natureza como BTT, caminhadas pelas tão conhecidas levadas, mergulho ou canyoning nos seus inúmeros cursos de água. Uma experiência inesquecível.
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PICOS DA EUROPA
Os Picos de Europa são uma formação montanhosa na Cordilheira Cantábrica, no norte da Espanha, com zonas de alta montanha de origem glaciar, gargantas apertadas, lagos espelhados, extensos vales e picos abruptos. Aqui encontramos o Parque Nacional dos Picos da Europa, uma área de 64 660 hectares, entre as Astúrias, Léon e a Cantábria, que constitui a segunda maior zona protegida de Espanha e a terceira da Europa. Mar, montanha e património natural fazem desta bela região um local ideal para praticar actividades ao ar livre.
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PIRINÉUS
Os Pirinéus são uma cordilheira no sudoeste da Europa cujos montes formam uma fronteira natural entre a França e a Espanha. Separam a Península Ibérica e França, e estendem-se por aproximadamente 430 km, desde o Golfo da Biscaia, no oceano Atlântico, até o cabo de Creus (extremo oriental da Espanha continental), no mar Mediterrâneo. Aqui, com a chegada do Verão, podem ser praticadas actividades como caminhadas, escalada, BTT e canoagem.